Ficha técnica no anúncio de veículo: o que não pode faltar
A ficha técnica é a parte chata do anúncio e a mais consultada. É por ela que o comprador decide se o carro é candidato — e é nela que um erro de digitação vira visita perdida ou, pior, negócio desfeito depois de assinado.
Este é o conjunto mínimo para uma revenda de seminovos, com o motivo de cada campo. Não é uma lista de tudo que existe: é a lista do que muda a decisão.
Os campos que não podem faltar
| Campo | Por que ele decide |
|---|---|
| Marca e modelo | É o filtro de busca. Escrito diferente, o carro não aparece. |
| Versão | O que separa dois carros de mesmo preço. LT e Premier são carros diferentes. |
| Ano de fabricação | Metade da tabela de referência. |
| Ano do modelo | A outra metade. São dois campos, não um. |
| Quilometragem | O segundo dado mais olhado, depois do preço. |
| Câmbio | Filtro eliminatório para boa parte dos compradores. |
| Combustível | Flex, diesel e híbrido mudam o público inteiro. |
| Cor | Elimina visita que ia desistir no pátio. |
| Preço | Sem ele, o anúncio é filtrado antes de aparecer. |
A armadilha dos dois anos
"2022/2023" não é enfeite: são o ano em que o carro saiu da linha e o ano do modelo comercial. A tabela de referência olha os dois, e o comprador experiente também. Anunciar só um número — normalmente o maior — é o atalho que mais gera discussão no fechamento, porque o cliente descobre no documento.
Ano de fabricação e ano do modelo são campos separados. Juntar os dois numa caixa só é onde a ficha começa a mentir sem ninguém querer.
Opcionais e diferenciais são coisas diferentes
Vale separar, porque no anúncio eles aparecem de formas diferentes. Opcional é o que o carro tem de fábrica: ar-condicionado, airbag, multimídia, teto solar. Vira lista miúda, e o comprador varre com o olho.
Diferencial é o que você, vendedor, oferece: único dono, IPVA pago, aceita troca, todas as revisões em concessionária, garantia de fábrica. Isso não é lista — é o que decide a ligação, e merece aparecer em destaque, espaçado, onde se lê de relance.
O dado que não pode aparecer
A placa não entra em página pública. Parece detalhe e não é: placa exposta alimenta consulta indevida, clonagem e golpe de anúncio copiado — alguém pega suas fotos e sua placa e monta um anúncio falso do seu carro em outro site. Você precisa da placa no seu controle interno; o comprador não precisa dela para decidir a visita. No hubvitrine ela fica na ficha da loja e nunca é renderizada na página do anúncio.
Por que preencher isso 30 vezes por mês não escala
Treze campos por carro, com versão conferida e km do odômetro, é o tipo de tarefa que só é feita direito na primeira semana. Depois vira "depois eu completo" — e o anúncio incompleto é publicado assim mesmo.
O caminho do hubvitrine é inverter a ordem: o vendedor grava o veículo falando o que já fala, e a IA transforma a narração em ficha preenchida. Cada campo chega marcado como sugestão da IA, e o anúncio não vai ao ar enquanto houver campo sugerido que você não conferiu — a trava é do servidor, não da tela. O trabalho deixa de ser digitar e passa a ser conferir, que é o que exige o seu olho de verdade.
Se quiser ver a ordem completa do anúncio, do vídeo à publicação, comece por como anunciar carro na internet.
A ficha proposta a partir da fala do vendedor
A IA ouve a narração do vídeo e preenche marca, versão, ano, km e opcionais. Cada campo chega marcado como sugestão e espera a sua conferência.
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