Vídeo de carro para vender: o roteiro de 60 segundos
O vídeo é o item do anúncio que mais aproxima da visita, e o que menos revenda faz — porque parece que precisa de produção. Não precisa. O melhor vídeo de carro para vender é o vendedor mostrando o carro do jeito que ele mostra no pátio, com o celular na mão.
O que separa o vídeo que funciona do que não funciona não é câmera. É ordem e o que se fala.
O roteiro de 60 a 90 segundos
- Abertura, de frente ao carro (10s). "Chevrolet Cruze 1.4 Turbo LT, 2022/2023, 72 mil quilômetros." Modelo, versão, os dois anos e o km. Esta frase é a mais importante do vídeo inteiro.
- Giro ao redor (25s). Andando devagar, sentido único, sem parar. Passe pela lateral, traseira, outra lateral. Se tiver um risco, mostre e fale.
- Interior (20s). Porta aberta, banco, painel com o carro ligado mostrando o odômetro, multimídia.
- Motor e porta-malas (10s). Rápido, só para existir.
- Fechamento (10s). O que você oferece: único dono, IPVA pago, aceita troca, revisões em concessionária.
Fale o que você diria ao cliente que acabou de parar no pátio. Se soar como narração de comercial, está errado.
A narração vale mais que a imagem
Este é o ponto que muda o resultado. A imagem mostra o carro; a fala é o que carrega os dados — versão, km, opcionais, condições. É por isso que vale falar em voz alta coisas que parecem óbvias enquanto você aponta: "câmbio automático de seis marchas", "pneus trocados há dois meses", "único dono".
No hubvitrine é literalmente disso que a ficha é feita: a IA ouve a narração e propõe os campos a partir do que o vendedor falou. Vendedor que fala mais completo tem menos campo para preencher depois. E o que ele não falar continua sendo seu para digitar — a IA não inventa o que não ouviu, e o que ela propõe fica marcado esperando sua conferência.
Cinco detalhes técnicos que resolvem
- Grave na horizontal e na vertical? Grave uma vez só. Prefira o formato que a sua ferramenta consiga recortar; o essencial é manter o carro centralizado com folga nas bordas.
- Ande, não gire o celular. Girar no eixo distorce e embrulha o estômago.
- Vento é o inimigo. Ele arruína o áudio, e o áudio é o conteúdo. Se estiver ventando, fique do lado protegido do carro.
- Não filme contra o sol. Deixe o sol nas suas costas.
- 1 a 3 minutos. Menos que isso não cobre o carro; mais que isso ninguém assiste e o processamento fica caro à toa.
Um vídeo, quatro entregas
O motivo de insistir no vídeo não é o vídeo em si — é que ele é a única captura que rende quatro coisas de uma vez:
- a ficha, proposta a partir da narração;
- as fotos, extraídas como quadros do próprio giro;
- os textos de cada canal, escritos a partir da ficha conferida;
- as peças de vídeo em 9:16 para Stories e Reels, 1:1 para o feed e 16:9 para o site, com os dados do carro gravados na imagem.
É a diferença entre 40 minutos por carro e um giro de dois minutos. Para o Instagram especificamente, vale ver o que postar em Reels e Stories; para a parte de imagem parada, o guia de fotos.
Filme uma vez. O anúncio sai daí.
Do mesmo vídeo saem a ficha proposta, as fotos e as peças em 9:16, 1:1 e 16:9. Um giro de 1 a 3 minutos basta.
Quero testar na minha loja →